Ela foi chamada de prostituta por séculos.
Mas os Evangelhos nunca disseram isso.
Maria de Magdala é uma das mulheres mais conhecidas da tradição cristã — e também uma das mais deformadas pela memória religiosa.
Ao longo dos séculos, seu nome foi ligado à imagem da pecadora arrependida, da mulher caída, da prostituta perdoada por Jesus.
Mas o que os textos realmente dizem é outra coisa.
Eles falam de uma mulher curada, presente, fiel, sustentadora do movimento de Jesus e colocada, na manhã pascal, diante do anúncio mais decisivo da fé cristã.
Este livro revisita os Evangelhos, a tradição ocidental, a liturgia, a arte e a memória espiritual para investigar como uma acusação sem fundamento textual se tornou tão familiar que deixou de parecer acusação.